quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sutileza

A mente estava inquieta, pensava nos gestos, nas palavras
No corpo sensações
Parecia querer, mas sem saber o que
E sabia, apenas não queria se entregar
Medo?
Talvez!
Pudesse ser até estratégia.
Tomava seu vinho embalada por sua canção favorita
Queria está munida de si mesma
Buscava respostas pras perguntas que insistiam em surgir
Mudava pontos de vistas antes inalterados
Ria de seus desejos, sonhos e pesadelos antigos
Gargalhava só em pensar na ideia de realizar os novos planos que rodeavam-lhe os pensamentos
Sentia tudo menos vazio
Estava intensa demais pra ficar vazia...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Foi o que nem era pra ser, ou era...sei lá

Alguém me disse: Ofereça seu sofrimento a Deus, agradeça por tudo!
Parece simples essa ação, mas não é. Agradecer pelo que nos aflige é complicado, é como se um assaltante levasse de nós uma quantia grande e nós disséssemos: Obrigada!
Às vezes não entendemos porque algumas coisas nos acontece, daí espraguejamos, xingamos e nossa primeira atitude é não aceitar sem saber que tudo fará sentido logo mais ali à frente. Aprendi algumas lições nesses meus dias de vida e uma delas é cantar em meio ao furacão de problemas, quem é meu amigo de verdade sabe que não sou de andar contando derrota, que mesmo com a água chegando no pescoço eu tô sorrindo. E é assim que vou superando meus limites, transpondo as barreiras e chegando até onde estou, contudo eu quero ir mais além... Outra lição é que nem toda perda é negativa, uma semente pra germinar precisa morrer e é assim conosco em algum momentos. Chorar é preciso, alivia a mente, desafoga o coração, refrigera a alma. Logo após uma onda de desânimo sempre surge uma oportunidade e cabe a nós aproveitarmos ou não.
Diante das oportunidades surgem os medos, mas é enfrentando esses danados que crescemos na vida, e alçamos voos mais altos.
Não era nada disso que eu tinha planejado falar, mas se tudo isso saiu pra alguma coisa vai servir, disso eu tenho certeza. E a principal mensagem que eu deixo é para que nós não venhamos deixar passar as boas oportunidades que venham a surgir em nossas vidas...
Não procure a felicidade do seu lado, lembre-se que ela mora dentro de você!


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Por esses 4 últimos meses e pelos próximos (Clara)

Dia 1ª de abril é pura verdade, pura intensidade, pura molecagem... início de uma pura amizade!!
Foi nesse dia que eu (re) conheci a Clara, pudemos nos mostrar mais a vontade, sem muitas frescuras, aproveitar a música, as pessoas, a alegria que girava no ar. E um convite inusitado me foi proposto: ah Gil, dorme lá em casa hoje. Dorme comigo! Êpa dona Clara, como assim no primeiro encontro você já quer me levar pra cama?! rsrsrs Daí partimos pra uma amizade sem volta!!
E fica sempre o gostinho da intimidade, do conhecer novas coisas, trocar figurinhas, vivências, dores e amores...
Se você já tinha meu carinho desde quando falava rodando agora que já é uma mulher bem crescidinha tem minha admiração, respeito e amor! Abro a boca e digo que é amor, pois amizade sem amor, sem espaço, sem confiança não é amizade.
 Esses quatro meses com você foi incrível, eu já não tinha mais uma casa, eu tinha a sua casa, seu quarto, sua cama; até seus amigos eu também tive/tenho. Que o diga a mamãe "o dia que tu dormiu na casa da Clara, não. Tu dorme lá todo dia.." rsrs
Não podia esquecer o dia do meu aniversário que passei ao seu lado e foi um ótimo presente, sem hipocrisia. Animação e verdade não faltaram!
Vou guardar todos nossos momentos nesse meu coração, e quando bater a saudade eu vou lembrar do cheiro, dos gestos, das palavras, do sotaque, do sorriso e te apertar aqui dentro... Eu sou muito manteiga derretida, você sabe disso, se eu chorei no dia do seu lançamento, porque não choraria hoje?! Eu costumo dizer que saudade não mata, mas maltrata; vai ser muito chata a sua falta física, sua ausência vai gritar nesse silêncio que ousa imperar, mas todo amor que houver vai suprir a falta, vai acalentar o meu coração.
Minha pequena, só posso dizer que amo muuuuito você, que desejo todo sucesso, que mesmo em meio às tempestades Deus não te deixa sozinha.
Se cuida minha filhota ;)



sábado, 30 de julho de 2011

Flerte

"Flerte ou paquera é um comportamento parecido, comum entre seres humanos com intenções sexuais numa ligeira e discreta insinuação de interesse entre pessoas heterossexuais ou homossexuais.O flerte é reconhecido pelas suas peculiaridades, onde podem existir técnicas de persuasão e encantamento que podem facilitar o trabalho da pessoa interessada para conquistar outrem. Tais técnicas podem ir desde um olhar de consentimento até sinais corporais (não-verbais) que significam diversos estados emocionais."
Acho essencial troca de olhares, gestos sutis e precisos. Às vezes tímidos, às vezes ousados. Nem muito, nem tão pouco, tudo na medida exata da conquista (e existe forma ou medida pra isso?).
As pessoas esquecem que tudo isso faz parte desse jogo, o olhar, o riso, as mãos; estão sempre querendo falar, falar e falar, deixando de lado armas poderosíssimas e tão leves. Claro que uma boa conversa mantém aquecido qualquer interesse, todavia as nossas ações falam, até exclamam muita mais que as palavras. 
Dizer que está interessado é fácil, agora manter as palavras vivas através das ações já são outros quinhentos. Por isso tantos relacionamentos perdem o brilho, perdem a graça, porque os casais deixam de lado as primeiras coisas como andar de mãos dadas, um beijinho carinhoso, um sussurro ao pé do ouvido, um dengo, um cafuné. Tudo é válido pra manter sempre acesa a chama da paixão, o desejo sempre à flor da pele.
Então seja sábio, use mais seu olhar, fale, grite, clame, enamore com eles, mostre seu sorriso pro mundo, deixe transbordar sensações, desejos e o que mais sua mente permitir. Aliás, permita-se sentir todo esse turbilhão.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Aquela menina



Lembra daquela menina que usava fita no cabelo, usava vestido rodado e sandalinha baixa? Aquela que brincava de ciranda na rua, corria com a molecada, subia em pé de manga, caia de patins. Pois é, aquela menininha cresceu e pouca gente percebeu.
E quer saber, aquela menininha sou (fui) eu!
Deixei de lado as bonecas, as corridas na rua, os vestido rodados deram lugar aos mais justos e decotados (não que eu tenha algo pra mostrar.kkk). Troquei as sandálias rasteiras por saltos cada vez mais altos, a verdade é que eu cresci!
Em estatura foi pouca coisa, confesso, mas meus sonhos, meus desejos, minha realidade cresceram, tudo se transformou ou se reajustou; e muita gente não me acompanhou...Ainda tem gente que me olha como se eu ainda fosse uma criança pequena, e não são os meus pais. Vai ver eles me enxergam muito mais adulta que muita gente pensa.
Eu não acho que tenho um rosto tão angelical assim pras pessoas me acharem sempre tão inocente. Será que o batom vermelho não mostra isso...hehehe
Eu só quero dizer que hoje eu sou uma mulher, em fase de amadurecimento, em constante aprendizagem, caindo, levantando, sorrindo, chorando. Amando, sendo amada, amando e não sendo amada, às vezes confusa, às vezes esclarecida...
De repente é tudo isso que me torna de fato MULHER!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Numa dessas brincadeiras da vida Ana acabou caindo e ferindo o joelho.


Chorou muito, mas o jeito era levá-la ao médico.

Foi preciso limpar, doeu de novo. Outra lágrima caiu de seus pequenos olhos.

E o doutor tentando distraí-la dizia que o processo era dolorido, mas era preciso...

E ainda soltou aquela velha e boa frase “quando casar sara!”

Passado todo o trabalho do médico, de curativo no joelho a pequena menina pergunta:

- Mas doutor e se machucar de novo?

O doutor sabiamente diz:

- Aninha, alguns machucados são previsíveis, então se numa dessas brincadeiras você perceber que pode se machucar fuja. Mas se por acaso você cair e se ferir novamente o processo será o mesmo: chorar, levantar, limpar e esperar cicatrizar.

Às vezes pode doer parecendo que nunca vai sarar, mas não se preocupe cicatrizar demanda tempo e algumas dores. Todavia passa!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ontem ela me disse e hoje repetiu com tamanha convicção que eu só pude acreditar.
Ela disse: deixarei de ser borboleta e passarei a ser jardim!
Me perguntei de onde viria tal certeza, de onde pudera ter tirado essa metáfora e ela me disse que tirara de suas experiências, de suas fragilidades, e com toda certeza de suas forças.
Mas não era frágil?
Sim, era; mas sabia ser forte o suficiente para seguir em frente.
Era hora de cultivar sua terra, podar suas plantas, retirar os gravetos e deixar seu jardim preparado para uma nova primavera...